CID CAMPOS - "Sem Saida" ( Augusto de Campos )
terça-feira, 15 de setembro de 2009
domingo, 13 de setembro de 2009
NEÓFITO
descendo
de pirâmides
que me furtam mãos,
penhascos e ruídos
sou
uma máscara
que ao sol se por
chicoteia bandidos,
alaúdes e penitências
me lanço
propositadamente
no voador tapete
que rouba sonhos e selvas
busco
como quem vive no mar
o espelho
que da minha sombra
fragmenta espaços
e sondas
e
vivo
o tempo todo
exatamente igual
ao mais improvável ser
desse tempo
contemporâneo ácido
e fugidio.
Cgurgel
VEREDA DA PELE
acorda-me dolente
assim como quem vai a lua
e nem sente
como quem
deflora a pele
de uma lente
ou como a manhã
que de tão calma
não percebe a multidão,
a gente
acorda-me tão crente
e tão lentamente
que me faça dormir novamente
acorda-me
assim tão quente
por entre a manhã
e seus dentes
por entre suas noites
e tudo que sentes
acorda-me
e deixa-me dormir
novamente
por entre seu dorso
e perdição.
Cgurgel
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
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